Boletim médico aponta boa evolução clínica do ex-presidente após internação por pneumonia bacteriana bilateral; alta deve ocorrer em 27 de março, com transferência imediata para o regime domiciliar autorizado pelo STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá receber alta hospitalar nesta sexta-feira, 27 de março, após quase duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília. Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (26), ele não apresenta mais sinais de infecção aguda, teve boa evolução clínica e permanecerá em observação pelas próximas 24 horas antes da saída da unidade.
Internado desde 13 de março, Bolsonaro foi tratado de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. A melhora do quadro levou a equipe médica a indicar a alta, embora o ex-presidente ainda siga sob vigilância clínica até a liberação definitiva prevista para esta sexta.
Após deixar o hospital, Bolsonaro não retornará ao sistema prisional. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ele cumprirá a pena em prisão domiciliar por 90 dias, prazo que começará a contar a partir da alta hospitalar. A medida foi concedida por razões de saúde e deverá ser reavaliada ao fim desse período.
A decisão do STF impõe regras rígidas ao ex-presidente durante o período em casa. Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica, terá visitas restritas a familiares, advogados e equipe médica, e ficará proibido de usar celular, redes sociais ou conceder entrevistas, dentro de um regime que o Supremo classificou como necessário para conciliar o tratamento de saúde com o cumprimento da sentença.
Aliados do ex-presidente reagiram à decisão com críticas. O senador Flávio Bolsonaro classificou a prisão domiciliar temporária como “exótica” e questionou o caráter provisório da medida, embora a defesa tenha tratado a autorização como um avanço diante do quadro clínico enfrentado pelo ex-presidente.
Com a alta prevista para esta sexta, o caso entra agora em uma nova etapa: fora do hospital, mas ainda sob forte monitoramento judicial e médico, Bolsonaro seguirá em recuperação dentro de casa, enquanto o Supremo acompanhará sua evolução clínica para decidir se a domiciliar será mantida ou se haverá retorno ao regime anterior.



